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Governo de Lauro Müller faz reunião para esclarecer maternidade na FHHL

Publicado em 10/09/2019 às 16:46 - Atualizado em 10/09/2019 às 16:46

Encontro reuniu profissionais da regional de saúde, prefeito, secretários, profissionais de saúde do município e fundação hospitalar

10/09/2019 – O Governo de Lauro Müller reuniu, na tarde de segunda-feira (9), profissionais da Gerência Regional de Saúde, vereadores, secretários e profissionais em saúde que atuam no município para sanar as dúvidas quanto a possiblidade de implantação de maternidade na Fundação Hospitalar Henrique Lage (FHHL). Na reunião estiveram presentes o Prefeito Valdir Fontanella, o diretor da Fundação, Cleir Estevam e secretária da pasta, Carla Zabotti Dias.

A enfermeira e responsável pela Rede Cegonha na região carbonífera, Silvia Salvador do Prado, apresentou dados que mostram a impossibilidade de implantação de maternidade na FHHL, dada a baixa taxa de nascimentos por parto normal registrado no município. Para que a fundação faça parte da Rede Cegonha são preciso 200 partos/mês para o cadastramento e Lauro Müller está bem abaixo desse número, com cerca de quatro a seis nascimentos mensais. A responsável pela rede também usou a reunião para reforçar que as ações de manutenção de centros de referência para partos, como o Hospital São Donato de Içara, são para manter a qualidade da assistência prestada, reduzindo a mortalidade infantil e materna. Além disso, a manutenção de hospital capacitado para prestação de serviço completo de maternidade oferece às gestantes parto mais humanizado e com qualidade.

Segundo Silvia, os critérios para que seja implantada uma maternidade da Rede Cegonha na FHHL – ou em outros hospitais da região -  é preciso que sejam feitos 200 partos por mês (juntando SUS e convênios) uma equipe completa com atendimento 24 horas (com médico obstetra, enfermeiras obstetras, médico anestesista e médico pediatra ou neonatologista.

Para responsável pela rede na região, a criação de maternidades onde há pouca demanda vai influenciar diretamente na saúde financeira das instituições e acarretar queda na qualidade da prestação de serviços dos partos e pós-partos. “O SUS trabalha com recursos públicos, ou seja, dinheiro dos nossos impostos e ele precisa ser bem empregado. (...) E o hospital precisa ter uma realidade financeira, não tem como ele trabalhar no vermelho, precisa ter uma saúde financeira para poder atender de forma adequada”, diz. Hoje em dia, afirma Silvia, para que a instituição hospitalar tenha esse equilíbrio financeiro e prestar qualidade ao parto é preciso ter o mínimo de partos mensais. “Esse montante (200 partos), você consegue a captação de recursos adequada para manter a saúde financeira e manter uma equipe completa”, afirma.

Outro ponto levantado na reunião é que, mesmo que se ofereça a possiblidade de maternidade na Fundação Hospitalar Henrique Lage, com a baixa demanda por partos na instituição o próprio Ministério da Saúde acaba restringindo o repasse de recursos sobre os atendimentos. Isso porque não se está atendendo o critério de quantidade mínima de partos realizados. E a manutenção de uma maternidade no município custaria, aos cofres públicos, cerca de 200 mil reais ao mês, com estrutura e pessoal. “[Hoje o município de Lauro Müller gasta com o hospital São Donato de Içara] apenas o transporte da gestante até o hospital”, afirma Silvia.

Uma outra questão apresentada e esclarecida na reunião de ontem tratou da distância entre Lauro Müller e Içara e as condições da gestante durante o transporte. A enfermeira Silvia esclareceu que antes da saída para a maternidade do Hospital São Donato, a parturiente precisa passar pela FHHL. “Uma das coisa que a gente tem conversado com a Secretária [de Saúde de Lauro Müller] é que, antes de haver o deslocamento, a paciente passa pela emergência da Fundação. Então, o médico do plantão avalia essa gestante e, de se identificar uma situação eminente de parto, ele não vai conduzir essa mulher até o [hospital] São Donato, o médico vai mantê-la aqui e o profissional de emergência vai lidar com a eventualidade, acolhendo essa paciente e acompanhar esse parto”, diz Silvia. Num caso de transferência até Içara, apresentando a possiblidade do nascimento, há três hospitais no trajeto que dispõem de atendimento emergencial. “Eles têm atendimento pelo SUS e devem e podem prestar assistência a ela caso ela precise”, diz a enfermeira.

Para o Prefeito Valdir Fontanella, a reunião entre os principais agentes públicos do município serviu para que todas as dúvidas e questionamentos fossem resolvidas. “Nós, como Poder Público, procuramos atender todas as necessidades do município. Porém, temos limitações e temos que seguir normas estabelecidas e não sobrecarregar os recursos municipais. A questão da maternidade é uma delas. Teríamos uma sobrecarga financeira que não poderíamos arcar para atender uma demanda pequena de partos. A Fundação Hospitalar Henrique Lage acabaria sendo prejudicada como um todo, trazendo problemas para o atendimento de toda a nossa população”, analisa o prefeito.